sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Riqueza



Se você refletir sobre todos os acontecimentos maravilhosos de sua vida, recordando a essência de cada um, cada detalhe, aromas, músicas, sorrisos, e tudo o que faz um momento inesquecível, perceberá que se é mesmo verdade que recordaremos da vida após a morte, levaremos sim, muitas riquezas conosco. O tipo de riqueza que guardamos em álbum de fotos, cartas e cd’s, sem muitas vezes dar o devido valor a elas. O tipo de riqueza, em que o patrimônio é seguro e inseguro ao mesmo tempo, pois mesmo perdendo todo ele, a essência fica no baú que chamamos de mente. E a pior perda que se pode ter é saber que poderia ter se ganhado muito mais enquanto se tinha ao alcance, e agora não tem mais. 
Com esses momentos históricos da vida, se pode guardá-los não só psicologicamente, mas fisicamente, em forma de fotografias, palavras, recados, objetos, ou qualquer coisa que transmita para outra pessoa, a mensagem que sua vida levou todos esses momentos para transmitir por inteira. Talvez a mensagem seja transmitida por simples almoços de domingo em família, fotos de infância, formaturas, casamentos, bichos de estimação, recordações de escola, pinheirinhos de natal, dias das mães, dias dos pais e quaisquer outros momentos.
Cada vida traz uma mensagem. Você é o mensageiro. A emoção de viver está em escolher o caminho que mais deseja, e a felicidade da vida está em aproveitar cada detalhe e possibilidade desse caminho. Os valores que você vai utilizar são sua direção, sua ponte para cruzar abismos, e a sua garra para levantar aos obstáculos.  Muitos sabem disso. Mas existe uma grande diferença entre saber e praticar.
Muitos percebem o valor de algumas riquezas depois de não mais possui-las. Muitos percebem que nunca tiveram posse de coisa alguma. E todos, exatamente todos, em algum momento percebem que foram muito ricos um dia e que nesse dia talvez não se tocaram do valor que tudo o que o rodeava tinha. Muitos percebem que mesmo uma pessoa não estando perto, todo o seu valor permanece em forma de recordação, fixada em um sentimento de esperança e incerteza sobre reencontros.  De qualquer forma, uma pessoa só terá noção do que é realmente valioso, quando concluir que daria todos os seus bens materiais, até a própria roupa do corpo, em troca daquilo que a faz feliz.