Steve Paul Jobs foi um grande empresário. Empresário
da Apple e do estúdio Pixar, revolucionou a tecnologia com o IPhone, IPhad e o
IPod. Mas nem com toda essa genialidade
e tecnologia, ele venceu um câncer. Chamou-me a atenção a história da vida
dele, porque pessoas das classes A, B, C, D, E, e mais o alfabeto inteiro que
seja, traz pessoas que morrem da mesma coisa. Ele era famoso, tinha muito
dinheiro, empresas fenomenais, criações que fazem dele um gênio. Gênio da
tecnologia. Mas a tecnologia não o livrou nem o diferenciou na mais simples e
ao mesmo tempo complexa morte. Eu
admiro muito ele, e são casos assim que me fazem pensar que Sócrates talvez
tenha razão em sua conclusão de que “Só sei que nada sei.” Passamos a vida
inteira julgados em categorias que vão desde pobres em miséria até gênios de
alguma coisa. Pobres observam admirados noticias dos famosos, dos influentes,
dos poderosos, dos polêmicos e dos rebeldes, em um tipo de conformação que o
faz pensar que aqueles são um tipo de gente, e ele outro. Os gênios são pessoas
ocupadas com o seu empenho para manter o patrimônio, a imagem social, os
investimentos. E se for ver a maioria também deve achar que são um tipo de
gente e os pobres e demais, outro.
Quem é o outro? Quem estabeleceu que o dinheiro nos
julga ? Quem estabeleceu que dinheiro determina o que vamos ser ? Quem é a
pessoa fabulosa e gênia por trás de dinheiro e fama?
São tantas as perguntas. E são muitas as respostas a
dar também a gerações que nascem pobres e colocam na cabeça que nunca vão
passar disso, que nunca terão as mesmas oportunidades do que os poderosos, os
cheios da grana. Olha, pobreza financeira já basta, mas pobreza de esperança já
é demais. Não há nenhuma família que não sonhe em ver o filho formado, com
oportunidades iguais que as de qualquer pessoa, seja a classe. Oportunidade não
se tem, se consegue. O que você precisa ter, é sonho, força de vontade,
persistência e uma boa dose de autoestima, para não achar em algum momento que
é inferior a alguém. E por isso que mencionei Steve Jobs, porque ele é um
exemplo disso. Porque ? Qualquer pessoa pode morrer de câncer, não importa se
ela é um gênio, não importa se ela é um miserável, não importa quem ela é, não
importa de onde ela veio, não importa quanto dinheiro ela tenha, quanta
tecnologia, quanta descoberta, não importa nada. A morte é a maior afirmação de
que não passamos de seres vivos que chegam ao fim de seu ciclo um dia, mas o
que fazemos enquanto esse ciclo não acaba, o que deixamos de único e inspirador
enquanto se está vivo, é o que deixamos vivo simbolizando nosso lugar. Viemos
para um lugar sem escolher para sermos obrigados a fazer escolhas, e por mais
que pareça injusto algum dia, perceberemos que independente do que foi, a
realização é maior das conquistas que podemos ter, e lutar para isso nunca
exigiu nenhuma classe social especifica. Porque afinal, a morte é para todos, e
não é a toa que a caveira é o símbolo da igualdade.