sexta-feira, 7 de março de 2014

Caveira de rico

Steve Paul Jobs foi um grande empresário. Empresário da Apple e do estúdio Pixar, revolucionou a tecnologia com o IPhone, IPhad e o IPod.  Mas nem com toda essa genialidade e tecnologia, ele venceu um câncer. Chamou-me a atenção a história da vida dele, porque pessoas das classes A, B, C, D, E, e mais o alfabeto inteiro que seja, traz pessoas que morrem da mesma coisa. Ele era famoso, tinha muito dinheiro, empresas fenomenais, criações que fazem dele um gênio. Gênio da tecnologia. Mas a tecnologia não o livrou nem o diferenciou na mais simples e ao mesmo tempo complexa morte.   Eu admiro muito ele, e são casos assim que me fazem pensar que Sócrates talvez tenha razão em sua conclusão de que “Só sei que nada sei.” Passamos a vida inteira julgados em categorias que vão desde pobres em miséria até gênios de alguma coisa. Pobres observam admirados noticias dos famosos, dos influentes, dos poderosos, dos polêmicos e dos rebeldes, em um tipo de conformação que o faz pensar que aqueles são um tipo de gente, e ele outro. Os gênios são pessoas ocupadas com o seu empenho para manter o patrimônio, a imagem social, os investimentos. E se for ver a maioria também deve achar que são um tipo de gente e os pobres e demais, outro.
Quem é o outro? Quem estabeleceu que o dinheiro nos julga ? Quem estabeleceu que dinheiro determina o que vamos ser ? Quem é a pessoa fabulosa e gênia por trás de dinheiro e fama?

São tantas as perguntas. E são muitas as respostas a dar também a gerações que nascem pobres e colocam na cabeça que nunca vão passar disso, que nunca terão as mesmas oportunidades do que os poderosos, os cheios da grana. Olha, pobreza financeira já basta, mas pobreza de esperança já é demais. Não há nenhuma família que não sonhe em ver o filho formado, com oportunidades iguais que as de qualquer pessoa, seja a classe. Oportunidade não se tem, se consegue. O que você precisa ter, é sonho, força de vontade, persistência e uma boa dose de autoestima, para não achar em algum momento que é inferior a alguém. E por isso que mencionei Steve Jobs, porque ele é um exemplo disso. Porque ? Qualquer pessoa pode morrer de câncer, não importa se ela é um gênio, não importa se ela é um miserável, não importa quem ela é, não importa de onde ela veio, não importa quanto dinheiro ela tenha, quanta tecnologia, quanta descoberta, não importa nada. A morte é a maior afirmação de que não passamos de seres vivos que chegam ao fim de seu ciclo um dia, mas o que fazemos enquanto esse ciclo não acaba, o que deixamos de único e inspirador enquanto se está vivo, é o que deixamos vivo simbolizando nosso lugar. Viemos para um lugar sem escolher para sermos obrigados a fazer escolhas, e por mais que pareça injusto algum dia, perceberemos que independente do que foi, a realização é maior das conquistas que podemos ter, e lutar para isso nunca exigiu nenhuma classe social especifica. Porque afinal, a morte é para todos, e não é a toa que a caveira é o símbolo da igualdade.